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Benjamin Teixeira Alguns amigos estudiosos da mediunidade perguntam-nos, argutos, onde reside o fulcro das faculdades medianímicas; se no inconsciente profundo (o que antigamente denominava-se subconsciente), se no superconsciente (a parte do inconsciente onde estariam depositadas capacidades adormecidas superiores) ou se num âmbito pouco usado ou quiçá desativado da própria mente consciente. Podemos dizer, sem medo de cometer alguma generalização perigosa, que a mediunidade se exprime por toda a tecedura da mente, assim como, por outro lado, não possui órgão especial, através da qual se expresse particularmente. Muito embora fale-se da glândula pineal, como aparelho da mediunidade, trata-se ela, na verdade, de uma antena e não do aparato de comunicação em si. Sendo assim, o médium pode captar algo através das expressões mais profundas e primitivas, viscerais e atávicas de si, como aversões automáticas e atrações inexplicáveis, assim como pode fazê-lo por meio de manifestações bem conscientes da psique, senão supra-conscientes, quando raciocínio, sentimento e intuições se mostram excepcionalmente lúcidos e claros, revelando alguma coisa que não se pode testificar racionalmente. Continue lendo |
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