Espírito Eugênia-Aspásia

25 de março de 2003
 

Conduta Cristã.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Quando perceber a pessoa menos simpática, a olhá-lo com expressão enigmática, sorria e seja gentil, lembrando-se de quantas imperfeições você ainda porta, necessitando de corrigenda.

Quando notar alguém menos digno tratá-lo como um réprobo, ainda que se julgue moralmente acima da pessoa, recorde-se da extensão dos próprios erros, e releve a atitude menos elegante e sábia do companheiro.

A cada vez que se sentir concitado a se irritar, desprezar ou se afastar dos seus irmãos em humanidade, rememore o número de vezes que esteve carente de um olhar amigo, sem ter quem lhe estendesse a mão, ou aquel’outras ocasiões, em que almas amistosas soergueram-lhe o ânimo combalido, e, diante dessas recordações, tome a dianteira da iniciativa no bem, e, aplacando os próprios impulsos de irascibilidade, faça-se amável e bom.

O perdão, a gentileza e a solidariedade devem ser impulsos contínuos, um dever permanente da criatura, sobremaneira se ela se diz cristã ou espírita, religiosa ou espiritual. Ser civilizado já implica ser cortês e fraterno. Imagine-se, então, quais as decorrências que devem existir do se propor voluntário das Forças da Luz.

Reaja a seu primitivismo, oriundo do longo passado nas esferas animais de consciência e transmute-o em algo mais nobre, mais humano, mais maduro e sábio: o pensamento sóbrio, sereno e equilibrado de quem dirige os próprios atos em vez de por eles ser dirigido.

Muita gente se pergunta o que de espetacular e grandioso deixa de fazer para não ser cristão plenamente, e revolve-se de remorsos, dizendo que está muito longe de Jesus. Em verdade, todavia, o Cristo e as Potências que O representam pedem muito pouco da criatura: um pouco de paciência, de irmandade, de carinho e de ternura, tolerância e civilidade nas relações interpessoais, mas todo dia, a todo momento. É um desafio estupendo, a primeira vista; mas, depois de começado, fica-se a pensar como se vivia antes da mudança, sem espírito de camaradagem e fraternidade, porque esses sentimentos facilitam a vida e favorecem a paz e a alegria.

Seja hoje tudo que pode, em pequenas doses de amor, e estará fazendo o melhor, para a realização do maior. Dedique-se, sim, às grandes obras, mas que as pequeninas, desde o sorriso de atenção ao mendigo, ao olhar carinhoso para o cônjuge, não faltem, pois que são os tijolinhos fundamentais que constituem o Reino dos Céus, por dentro de nós próprios.

(Texto recebido em 24 de março de 2003.)




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