Espírito Eugênia-Aspásia

28 de novembro de 2002
 

Sob o Império da Obsessão.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Você suspeita estar sob o poder de agentes malévolos da outra dimensão de vida? Sente-se diferente do seu habitual, sob o fascínio de idéias fixas, emoções exageradas, atitudes compulsivas, conduta descontrolada ou desejos ardentes demais?

Além da busca natural de auto-controle e corrigenda dos eventuais fatores patogênicos de natureza meramente psicológica, vale considerar, com a máxima atenção, a possibilidade de obsessão.

Você tem dúvidas de que isso possa estar acontecendo?

Um dos elementos mais sórdidos das perturbações astrais é a sugestão insidiosa, instilada telepaticamente nos meandros da mente atacada, de que tais artifícios do mundo invisível não existem. O duvidar de sua existência, o classificá-la como supersticiosa é tão inteligente como ser contemporâneo de Pasteur e achá-lo tolo por acreditar em agentes microorgânicos de doenças, ou um morador de uma grande cidade não acreditar que existam organizações criminosas em seu submundo, apenas por que uns e outros: micróbios e criminosos sejam, num primeiro exame, “invisíveis”.

Vamos então enumerar algumas das táticas mais conhecidas da obsessão e, em seguida, ofertar soluções possíveis ou técnicas de libertação psíquica:

1. Dúvida – a que acabamos de expender. Quem está obsediado acha amiúde que não está, assim como o viciado em drogas que tende a não se ver como tal, mas como um usuário eventual de substâncias químicas, hábito esse que, afirma categoricamente ele, pode parar a qualquer momento, “se quiser”. Não percebe o probrezinho que nem sequer tenta para valer esse “querer parar”, para ver que as coisas não são bem assim.

2. Minimização – outra técnica comum de envolvimento, sedução e destruição é a minimização do grau de erro ou dos efeitos malévolos de determinada atitude. Nesse caso a pessoa até reconhece um certo aspecto negativo no seu comportamento, mas julga-o tão insignificante que o tem como indigno de preocupação e, muito menos, de esforço de correção. Muitos escravocratas entendiam de bom tom considerar que todo ser humano é essencialmente igual, mas compreendiam natural a escravização de certa raça, em função da manutenção da “máquina econômica”. Alguns políticos desonestos podem até entender que a corrupção não é correta… “mas todo mundo faz e eu não serei o tolo a não me aproveitar”.

3. Confusão. A obsessão retira a clareza do pensamento. A primeira tática para destruir a presa é roubar-lhe o raciocínio lúcido, a fim de melhor poder manipulá-la. Idéias contraditórias, crise de valores, aturdimento geral, sensação de torpor consciencial, embaralhamento da mente. Tudo isso é muito suspeito e deve exigir ainda mais a aplicação de princípios de bom senso, prudência e racionalidade.

4. Pressa. Os obsessores querem pressa, a fim de que não haja tempo nem condições para que seu foco de ataque reaja e se proteja de sua sanha destrutiva. Confusão com pressa, então, são um prato cheio. Assim, confunde-se o hipnotizado e fá-lo agir sem o livre gozo de suas faculdades de discernimento, levando-o a agir de modo leviano, sem pensar claramente, sem saber o que está de fato fazendo.

Nada disso, porém, deixa de acontecer sem a participação da vontade do indivíduo, ainda que alterada por um certo momento, de modo artificial. Nada disso ocorre sem que a responsabilidade do perturbado deixe de existir. A compreensão da existência da obsessão é apenas um paradigma que facilita a auto-cura e o auto-domínio, mas de modo algum exime alguém da responsabilidade pelos próprios atos.

Por fim, o que fazer:

1. Suspender, imediatamente, ou reduzir, quanto de fato estiver ao alcance das próprias forças, o comportamento inadequado. Ficar atento para não cair na falácia de considerar impossível ou insustentável a mudança. Confiar em Deus e no poder do tempo para tudo transformar em nome do Criador. Grandes surpresas se tem quando se confia no poder do progresso, da evolução.

2. Orar ardentemente, atraindo o auxílio de seus mentores desencarnados, de Deus e das Forças do Bem que O representam. O culto do Evangelho – inclusive o diário – pode ser uma tática necessária nesse período de “guerra”.

3. Freqüentar ofícios religiosos, pelo menos uma vez na semana, dando preferência aos espíritas, pelo conhecimento prévio do processo, incluindo aqui a prática da terapia de passes e de desobsessão de entidades sofredoras (terapia astral para as entidades promotoras da obsessão)

4. Meditar, reflexionar, ser ponderado e prudente. Quem pensa, sempre encontra meios de se defender das forças do mal.

5. Praticar o bem: quem faz o bem atrai a atenção e a tutela das Potestades Celestes.

6. Manter-se ocupado. Quem se ocupa com atividades construtivas reduz infinitamente as possibilidades de ação do mal sobre sua mente.

7. Paciência e humildade. Às vezes, a obsessão não se deslindará de modo imediato. Reconhecer a própria limitação e, assim, aguardar serena e humildemente, pela intervenção divina, após ter envidado todos os esforços de libertação, e neles perseverando, é um caminho indispensável de auto-consciência e cura espiritual.

A obsessão é um flagelo tremendo a aturdir bilhões de criaturas por toda a Terra. Todos são obsediados, em certa medida, embora não no mesmo grau e freqüência. Assim como todos, por meio de suas falhas, aqui ou ali, fazem-se obsessores de outras criaturas, sendo muito mais perigosos os que não se julgam capazes de fazer mal algum (que se vejam as tiranias religiosas e guerras santas de todos os tempos).

Reconhecer tais processos arrasadores da paz e da alegria humanas é um dos objetivos mais elementares do espírita consciente, ou de quem quer que já tenha tido algum contato com a informação sobre o Mundo Espiritual, já que tal mecanismo profilático do mal moral também é um dos mais seguros promotores de bem estar, segurança e equilíbrio para a criatura humana.

(Texto recebido em 27 de novembro de 2002.)




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