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14 de setembro de 2002
 

Locomotiva Desembestada.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Irmã Brígida.

Filho:

Se a locomotiva de sua mente está desgovernada, lembre:

Que os trilhos de seu destino estão sempre traçados pela Divina Providência, Infinito Amor, que o poupa de percalços e reduz ao mínimo os obstáculos e perigos do caminho.
Que você pode desacelerar a correria de sua máquina a vapor, pela suspensão do processo alimentador da caldeira.
Que ainda que não haja freios, a inércia fará sua parte.
Que o calor da fornalha, por maior que seja, vai lentamente diminuir, desaquecendo-se o conteúdo da caldeira, conduzindo fatalmente o comboio à parada completa.

Confie, meu filho, na infinita bondade de Deus.
Você não controla completamente o trem de sua vida. Mas pode reduzir-lhe a velocidade, não a fomentando.
Você não é o trem. É o maquinista. O trem é sua mente e a sucessão de acontecimentos desencadeados por suas decisões anteriores. Mas, por maior tenha sido a velocidade alcançada ou o calor a que precipitou o forno da caldeira, é uma questão simples de tempo que o trem perca impulso e acabe por estacar totalmente.

Nunca desespere. E ainda que não consiga, de pronto, parar de alimentar a fornalha, por força de entranhado condicionamento, diminua o ritmo com que o faz. Lance, no fogo da caldeira, quatro pás por minuto em vez de quarenta, até que a felicidade de ver o resultado de seu esforço, na diminuição progressiva da celeridade da máquina, dê-lhe o estímulo final para que pare definitivamente de alimentar a fornalha, até o fim do ciclo vicioso de correria para o abismo.

Você vai vencer, se está decidido a isso. Vai vencer, ainda que não acredite na própria força. Vai vencer, se apenas confiar em Deus e aprender a esperar, pacientemente, pelos efeitos do tempo, na perseverança continuada de seu empenho em acertar.

(Texto recebido em 13 de setembro de 2002.)




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