Espírito Matheus-Anacleto

14 de agosto de 2002
 

Escolhendo Livremente.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Anacleto.

Você encontrará argumentos que respaldem qualquer escolha.

Espíritos darão provas de sua existência e coerência, seja qual for a sua ordem de grandeza evolutiva ou padrão de consciência.

Suas neuroses e aspirações superiores alimentar-se-ão a si mesmas, em ciclos viciosos ou virtuosos, respectivamente.

Os amigos com quem escolher viver criarão vínculos de afeto e compromisso, hábito e permuta de energias, sejam quais forem.

Sendo assim, faça escolhas conscientes.

Jamais se deixe arrastar por influências externas, pelos desejos, necessidades e escolhas dos outros. Isso constitui grave negligência, séria e perigosa irresponsabilidade, embora tome ares de bondade, com muita freqüência, porque a primeira pessoa por quem é responsável é você mesmo, e se não atende a esse nível fundamental de compromisso com Deus tudo mais será distorcido em sua existência.

Há pessoas que o escolhem e obrigam-no a escolherem-nas. Isso é tirânico. Ignore-as, por mais que o manipulem, na culpa ou no desejo, a aceitá-las. Os laços de afeto são um binômio e não uma via de único sentido. Faça suas escolhas, e sempre haverá gente a escolhê-lo entre os que almejar como amigos.

Se alguém é seu amigo, que o prove, aceitando-o como é, sem exigir-lhe adulterações de sua natureza ou submissões de caráter, muito embora passa ser crítico em relação a seus defeitos e catalisador no que diz respeito a seus potenciais e qualidades. Se um espírito, religião ou líder espiritual fala para você, em nome da verdade ou de Deus, que o prove, pelos efeitos benéficos e transformadores em sua vida, quando sinceramente se esforçar pela aplicação de suas sugestões e idéias. Seja sempre funcional, pragmático e extremamente objetivo no que se tratar de decidir pelo caminho existencial mais certo. O pensamento de Jesus para tal gênero complexo e profundo de avaliação é lapidar: Conhece-se a árvore pelos frutos. Se boa, advêm-lhe bons frutos. Se má, maus frutos.

Seja crítico e lúcido, continuamente, mas principalmente com relação a si mesmo, para que não seja tragado pelas tão freqüentes, numerosas e intensas hipnoses que ocorrem na interação com pessoas, grupos e com o sistema social e cultural como um todo.

O paradigma holográfico, o novo padrão de representação, leitura e compreensão da realidade, propõe que a parte contém o Todo. Assim, podemos buscar outro paradigma, o da totalidade, que a ao holográfico se irmana com perfeição: se alguém não respeita a totalidade de sua individualidade, perde as condições de ser uma parte que reflete o todo, assim ficando fragmentado, mutilado ou deformado, refletindo com distorções a harmonia do conjunto, da totalidade, do universo, da vontade de Deus para si. Se você não for inteiro em suas escolhas, não poderá ser íntegro. E se não é íntegro não será honesto nem consigo mesmo nem, tampouco, com ninguém mais.

Pare de se deixar controlar pelos interesses alheios. Você é um centro de deliberação para sua própria esfera de necessidades psicológicas e evolutivas. Se alguém lhe quer fazer de fantoche e demonstrar contrariedade se tentar impedir, deixe que se contrarie e se vá. Não tenha medo da perda e da desaprovação. Pretender deixar vampiros satisfeitos e apiedar-se de um lobo com fome, quando se é cordeiro, é um misto de loucura patética com alienação masoquista. Procure a aprovação somente de sua consciência, de seu coração, da sua intuição e da sua alegria. Se alguém o ama, não ficará aborrecido por vê-lo feliz. Se alguém é para estar com você, encaixar-se-á com propriedade a seu estilo e modo de ser, sentir e pensar o mundo, sem castrações de parte a parte.

Perca qualquer coisa – Só não perca a si mesmo, sua alma, sua dignidade, sua paz, seu centro, sua vida. Porque ter tudo sem ter a si mesmo é não ter nada – e chega sempre a hora em que a Vida deixa isso bem claro, de modo, normalmente, dramático, quando não trágico. Não há amor sem auto-amor. E nunca haverá auto-amor em regímen de violência e mutilação de si.

(Texto recebido em 13 de agosto de 2002.)




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