Diálogos com outros Espíritos

1 de agosto de 2002
 

Diálogo Mediúnico 19 – Crise brasileira da moeda

Benjamin Teixeira
por espíritos
incógnitos.

Sobre a crise brasileira da moeda, em constante desvalorização ante o dólar: O que está acontecendo com o país?

Quanto às causas macroeconômicas complexas e às psicológicas de especulação financeira, não nos cabe aqui tecer nenhum comentário. Já são devidamente estudadas pelos especialistas encarnados, que nos merecem respeito e consideração. Além do que, são causas e não propósitos. Existe, contudo, em toda crise, uma finalidade maior, prevista pela Divina Providência. E o que se passa é que o Brasil está sendo testado em sua fibra de caráter. Não se pode dar a um adolescente total liberdade para agir, sem que esteja completamente comprovada sua maturidade. Por isso até mesmo legalmente estipula-se uma idade-limite mínima, para que se possam outorgar certos direitos ao jovem. As nações, as coletividades, os grupos pequenos ou grandes, como famílias e corporações, têm também uma fase de amadurecimento, em que são testados, e o momento em que recebem uma autorização a agirem mais livremente, embora não em caráter absoluto, podendo se fazer necessário, aqui ou além, uma revisão de lições anteriormente aprendidas, como tanto vemos os povos mais evoluídos da Terra terem que fazer, periodicamente, por meio de crises, calamidades e guerras enfrentadas. O Brasil está perto do momento de receber sua declaração espiritual de maturidade, mas não chegou ainda a esse ponto de todo. Quando o pai de um adolescente relaxa na fiscalização de seu desempenho escolar, é natural que esse jovem descambe para a negligência e para os desvios de comportamento. O Brasil é severamente observado por Potestades Celestes, interessadas em seu pronto amadurecimento, já que grandes responsabilidades estão destinadas a ficarem sob sua tutela. Eis que, assim, nenhuma ideia de conforto, de facilidade, de “já ganhou” é facilitada pelos seus Numes Tutelares da Dimensão Maior de Vida, para tanto fazendo-se uso de todos os recursos cabíveis de alerta e estímulo, como a crise financeira internacional. O sucesso brasileiro, no pentacampeonato futebolístico da copa, foi exemplo disso. A seleção vinha desacreditada, foi exigido dela trabalho duro, disciplina e pouco espaço para as fanfarronices adolescentes de estrela imbatível. Somente assim, com trabalho, humildade e muito esforço de equipe, foi possível chegar-se à vitória. O país inteiro é submetido ao mesmo tipo de prova. Não se dá espaço a descansos excessivos, nem a caprichos perigosos, comprometedores da eficiência, da excelência e da lucidez. O povo brasileiro é ainda afeito a espreguiçar-se na rede, sempre que tem um saldo bancário mais gordo. Falta ainda à alma nacional aquela garra guerreira de outros povos por crescer e desenvolver-se, falta auto-motivação para superar-se e realizar-se, apenas pelo prazer de realizar e progredir. O brasileiro médio ainda trabalha pensando no fim de semana que se aproxima e não nas conquistas profissionais que faz, nem nos benefícios que propicia à família com seu esforço. Diante disso, é natural que a Divina Providência “não dê mole” para esse povo, a fim de que se fortaleça e fique adulto de verdade.

 

Interessantíssimo. E o que teria a dizer para todos nós? Estamos de fato à beira do colapso?I

Nosso sistema de ética e as regras que disciplinam os fluxos de intercâmbio com vocês nos proíbem de entrar em detalhes, mesmo porque o livre-arbítrio de muitos envolvidos está em jogo, podendo virar o jogo, a qualquer momento, de formas inesperadas, fazendo surgirem desdobramentos de acontecimentos totalmente imprevisíveis. Mas é seguro dizermos que, em linhas gerais e para um futuro de médio prazo – digamos, dentro dos próximos decênios a meio século aproximadamente – o Brasil estará no “ranking” das maiores potências do planeta. Já hoje dá claras mostras disso. Essa tendência, todavia, acentuar-se-á, de modo que o país será referencial de progresso em diversas áreas, sobremaneira para as nações mais pobres, que o verão como paradigma de auto-superação, de transcendência da miséria para a prosperidade. Em resumo: queremos aqui dizer que essa tendência evolutiva do país não será extinta, e que as conquistas até agora feitas não só não se perderão como serão consolidadas e ganharão vulto crescente.

Ótimo! Tranquilizador. Algo nos pode falar para os dias que correm?

Que cada um se empenhe no seu trabalho, em seus projetos pessoais, em realizar, em construir, em conquistar espaço e contribuir para o bem comum. Nações fortes são edificadas por gente lúcida, determinada, trabalhadora e prática, por gente que não se perde em lamentações demoradas e que não transfere a responsabilidade de seu sucesso e bem-estar para circunstâncias ou fatores externos, como o governo e seus planos econômicos, por exemplo, o que lamentavelmente ainda é freqüente em terras tupiniquins. Quem agir de forma combativa, objetiva e prática, estará não só fazendo um grande bem a si, primeiramente, como cooperando para a edificação de um país e um mundo melhores, incluindo o sentido espiritual, já que os problemas materiais repercutem fortemente nas questões de natureza espiritual. Não é por acaso que a Divina Providência pôs o ser humano num mundo eivado de grandes desafios naturais – a fim de que se desenvolvesse em todas as potencialidades adormecidas para, então, aplicar tais aptidões desdobradas no progresso de ordem mais abstrata das questões interiores.

Mais algo a dizer?

Não.

(Texto recebido em 31 de julho de 2002.)




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