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Benjamin Teixeira Intensa provação acomete-lhe a alma, angustiando-a. Pense, com carinho, em todos os momentos de terror e angústia que lhe sobrevieram ao espírito, em tempos passados. Quantos deles tiveram desdobramento sinistro, tal qual adivinhava? Da mesma sorte, qual a probabilidade que supõe existir hoje de o pior acontecer, como imagina? Assim, acalme-se, porque as chances de morrer em acidente aéreo ou de contrair uma moléstia grave por meio inusual não diminuirão ou aumentarão pelo seu estado de espírito, mas sua felicidade e paz, sim. Por outro lado, considere que, se a Divina Providência permite que atravesse por essa dor tão amarga, um propósito maior certamente Ela tem, como fazê-lo refletir em determinado conjunto de idéias e comportamentos seus, colimando estimulá-lo à mudança. Assim, suporte com paciência o instante de sofrimento, da melhor e mais correta maneira que há: pedindo inspiração ao Alto, no sentido de extrair as lições ocultas que lhe subjazem. Benjamin Teixeira Você sente uma onda de pensamentos pessimistas? Fixe-se no sol da verdade eterna de que tudo acaba bem, porque tudo acontece para crescimento das criaturas em processo de evolução, e o bem estar lhe retornará gradativamente. Você sente medo? Recorde-se de que Deus está em toda parte, de que é infinita bondade e de que jamais Ele-Ela o deixaria ao léu, sem amparo, e logo notará as impressões de pavor se dissiparem, ainda que a pouco e pouco. O fracasso e a falência lhe parecem próximos? Pense no aprendizado que tais experiências podem lhe trazer, caso, de fato, seus pressentimentos se confirmarem no mundo real, e, assim, verá como até tragédias têm seu lado positivo, a ponto de poderem elas mesmas, as maiores desgraças, converterem-se nos maiores trampolins para o sucesso. por Benjamin Teixeira. O ano é 1973. Minha mãe estava grávida pela segunda vez. Fui avisado por ela de que um irmãozinho estava por vir. Fiquei extremamente eufórico. Ter um companheiro para meus folguedos seria uma festa. - Quando Mauricinho vai chegar, mamãe? - Muito perto… logo logo, meu filho – respondia minha mãe, cheia de ternura. Mal conseguia esperar. Mauricinho estava chegando… e chegou, mas não perto de mim. Nasceu longe, nascendo à mesma época que minha irmã Marilia (com apenas um mês de diferença) e, em verdade, embora minha mãe estivesse certa quanto à chegada dele ao plano físico, não estava quanto ao nosso reencontro. Passariam ainda 24 longos anos até que o nosso encontro nessa encarnação se desse pela primeira vez. E de uma forma impressionante. Os traços fisionômicos e psicológicos de minha mãe, a ponto de parecer mais filho dela do que os seus, biológicos. A birra íntima com minhas outras irmãs, desde os primeiros dias de contato. A sensação de rotina, desde os primeiros momentos de convívio, partilhada por todos, sem nenhuma impressão de surpresa ou novidade para nada, o que era estranho principalmente para ele, de temperamento arredio e extremamente reservado. Era o quinto filho que tanto cobrei, no correr de anos, de minha mãe, a ponto de fazer brincadeiras, já bem mais tarde, quando não era mais possível ganhar um irmão materno, dizendo, como naqueles primeiros anos da década de 70, com um ar de frustração, quase como se ela me houvesse traído em algo fundamental: - Mamãe, cadê Mauricinho???… Mamãe, tem certeza que não dá mais pr’ele vir???… E mamãe fazia um ar distante, como que reconhecendo, no fundo de seu coração de mãe, que eu estava cheio de razão: alguém estivera por vir… e por que afinal de contas não tinha vindo??? Benjamin Teixeira (Nota do Médium:) Hoje, pela tarde, em meio aos diálogos habituais que travo todos os dias com Eugênia, por meio da psicografia, recebi mensagens pessoais para quatro pessoas de nosso grupo, das quais duas, curiosamente as mais curtas, foram extremamente singelas e creio, educativas. Obviamente, mais uma vez, os assuntos tratados nas mensagens eram de meu total desconhecimento, e foram inteiramente confirmados pelos destinatários das micro-missivas do Além, o que sempre constitui uma adicional e confortadora evidência da imortalidade da alma para todos nós. Pelo caráter instrutivo, como disse, das mensagens que se seguem, preservadas as identidades com pseudônimos, trago aqui os textos na íntegra, lembrando aos prezados visitantes e amigos do Salto Quântico que, se não têm ou não tiveram a graça de receber uma mensagem direta de espírito amigo, estão, porém, sempre sendo assistidos pela Espiritualidade Maior, mesmo porque, mensagens como essas acontecem muito mais por acréscimo de responsabilidade ou como índice de grande necessidade que como sinal de merecimento maior. Benjamin Teixeira As obsessões campeiam, em todos os setores da humana existência. Atente-se para todas as suas sutis formas de manifestação. Uma irritação intempestiva, surgida sem motivo aparente. Uma gota de tristeza que se avulta, inexplicavelmente, e que lhe parece tomar o coração. Uma aluvião de maus sentimentos sobre alguém ou alguma coisa e que o bom senso e a intuição dizem-lhe ser infundados. Em toda parte, prezado amigo, notará a teia da perturbação, na liça por lhe roubar a paz, a serenidade, a alegria de viver. Notará forças se congregarem com o fito exclusivo de desestabilizá-lo. Ataques gratuitos, injustiças, ingratidões, pressões de todos os lados, principalmente de dentro de você mesmo. Todavia, recorde-se de que se Deus permite que tal acontece é para o seu bem. Veja, então, que as investidas das trevas são de molde a fortalecer-lhe as fibras do caráter, da determinação em seus projetos de vida e de ideal. Observe que nada acontece por acaso e que a Divina Providência lhe propicia essa ou aquela provação com o intuito de incrementar-lhe valores novos e fazê-lo mais seguro, mais sábio e mais feliz por conseqüência. por Benjamin Teixeira. INTRODUÇÃO: Um grupo de irmãos me enviou um e-mail, há alguns dias, dizendo-se decepcionados porque haviam sido informados que um deles estava doente e que outro médium, em outro lugar, havia alertado que estava em estado grave. Decepcionados por, ao freqüentarem o nosso grupo há três anos, os espíritos por lá não terem se manifestado diretamente, mandando-a procurar socorro médico. Curioso que, até o presente momento, não me falaram ainda de haverem consultado um médico propriamente para um diagnóstico científico do mal que, é claro, pode nem sequer existir. Além de falarmos a todo momento que todos devem procurar médicos para questões médicas, ainda dizemos, como uma das pedras fundamentais de nosso trabalho, que a Ciência é a base e o crivo para a filtragem das informações que nos chegam, em nossa busca epopéica pela verdade. Na reunião pública seguinte, disse isso em público, sem adivinhar a presença da pessoa em foco, já que supunha que a decepção fora forte demais e que o dito e-mail havia constituído uma despedida final. Aproveitei o ocorrido para comentar, trazendo para todos a lição do perigo da falta de bom senso, já que os remetentes do e-mail, inclusive, não me haviam dado nenhuma condição de resposta. Benjamin Teixeira Muitos de nossos pupilos gostariam que lhes déssemos resposta para todos os seus dramas, que lhes eximíssemos da responsabilidade de fazerem escolhas, que os tratássemos como a bebês, orientando-lhes os passos nas mínimas coisas. Assim, frustram-se quando lhes confiamos mais do que a mera condição de aprendizes e lhes conferimos tarefas introdutórias ao professorado. Não espere, querido amigo, que seus mentores lhe venham fazer o dever de casa. Não é essa nossa função. O nosso objetivo é facilitar e conduzir o seu crescimento e não bloqueá-lo com caprichos atendidos. Sempre que se sentir só, recorde-se da lagarta sozinha no interior da crisálida. Nenhuma força externa a ajuda no processo de metamorfose que sofre. Ao mesmo tempo, entrementes, é ela ajudada pela própria energia divina que, do seu interior, rompe-lhe a condição limitada. Você é mestre de você mesmo, no educandário da Vida. Não se subestime, nem se acomode a carteiras que não mais se enquadram no tamanho de sua alma. Assimile os novos desafios da vida com alegria, e sofrerá menos e crescerá mais rapidamente. E, aconteça o que acontecer, não perca de vista jamais essa idéia: você nunca, realmente nunca está só. (Texto recebido em 20 de maio de 2002.)
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