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Estudando os Próprios Medos.Benjamin Teixeira Se você tem medo de escuro, vasculhe o escuro de sua mente – há demônios ocultos a serem desvendados. Se você tem medo de solidão, ausculte a voz mais profunda de sua indiferença – notará que é a sua frieza que o leva a temer a frieza alheia, atraindo-a, a fim de que a suplante, no contato com o descaso do outro. Se teme a opinião alheia a seu respeito, verifique, com sinceridade: não tem muito respeito por si mesmo, duvidando do próprio valor. Se você foge do desemprego, estude criteriosamente seu amor ao trabalho, suas vocações e talentos inatos – quem faz o que gosta nunca teme ficar sem serviço, porque a atividade como que brota naturalmente de sua alma, em nível de excelência, dificultando a ocorrência de demissões e abrindo mil portas de oportunidades, incluindo a iniciativa empresarial. Se você tem medo da morte, analise-se com vagar – reconhecerá, então, que não está vivendo sua vida plenamente e, por isso, teme terminar essa fase de existência, sem nunca ter vivido completamente. Não ponha culpa para seus temores em fatores externos – eles são espelhos, um pouco melhores ou piores, das realidades que vão em seu próprio mundo íntimo, retratando-as para que você tenha contato com elas e as elabore. Se quer superar seus medos, supere-se. Não existem drogas mágicas ou terapias miraculosas que façam as vezes do caminho de auto-conhecimento e da auto-transcendência. Seus maiores temores constituem suas maiores oportunidades de crescimento. Seu maior medo é indício de sua maior felicidade, em estado de latência, que o convida, por meio do pesadelo do pânico, a desdobrar o paraíso da auto-descoberta, do seu potencial de anjo, de herói, de gênio ou, no mínimo, de ser humano digno, íntegro e pacífico. (Texto recebido em 13 de dezembro de 2001.)
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