Espírito Eugênia-Aspásia

21 de agosto de 2001
 

Pedalando Ladeira Acima.

Benjamin Teixeira pelo espírito Eugênia.

Pedale ladeira acima. Ou, em outras palavras: reme contra a maré das adversidades. Se você é adulto, sabe que as dificuldades fazem parte da vida e, portanto, não pode desanimar por encontrar resistências às suas iniciativas de fazer e ser. Quando um professor de fisiculturismo diz para levantar um peso, ele está sendo sádico ou incoerente? Nem uma coisa nem outra. Ele sabe que, ao impor resistência ao movimento de seus bíceps, vai conseguir justamente desenvolvê-los.

Aprenda a conviver com a dificuldade. Espere-a. Isso não é ser pessimista – é conhecer como a vida é e, em vez de atrair coisas ruins, estar preparado para quando elas chegarem, porque somente assim se poderá convertê-las em coisas boas, em oportunidades de crescimento e aprendizado.

Aprenda a viver com situações e atividades desconfortáveis. Nem tudo é excitante e maravilhoso no mundo dos adultos. Saiba conviver com o tédio e sobreviver a ele, criando obras produtivas, mantendo-se motivado à base da auto-determinação. Isso caracteriza, por excelência, o universo da psique amadurecida, da adultidade.

Se está, portanto, enfrentando alguns entraves à realização de seus propósitos, por favor, não choramingue como criancinha pequena. Isso é feio, principalmente em quem já não tem idade para tanto. E quando falo em choramingar, faço referência a todos os modos sutis de se fazer isso, inclusive com os recursos sofisticados da inteligência afiada e do linguajar rebuscado de conceitos psicológicos e ditos pseudo-sábios que só racionalizam, distanciando o indivíduo da verdadeira solução, em vez de aproximá-lo da resolução prática do problema.

Em poucas palavras: você prefere iludir-se, denegando a realidade, ou prefere encarar os fatos e, sendo prático, buscar ser feliz e eficaz dentro do possível? Se quer realmente ser feliz ou poupar-se de grandes contratempos, abra os olhos para a vida, como ela é, e as coisas ficarão mais fáceis para você.

(Texto recebido em 18 de agosto de 2001.)




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