Espírito Eugênia-Aspásia

6 de março de 2001
 

Pressão Interna na Dança da Vida.


Benjamin Teixeira pelo espírito Eugênia.

Você sente uma pressão interna, como se sua mente fosse uma bomba-relógio a ponto de estourar.

Diante disso, no entanto, no mínimo como uma técnica de relaxamento e recomposição das forças, podemos afirmar: veja a vida sempre pelo lado positivo. Note os inúmeros aspectos de sua existência que o fazem uma pessoa feliz. Existem, é bem verdade, muitos elementos negativos, difíceis, mesmo hostis, no seu quadro de circunstâncias existenciais. Todavia, constituem todos eles lições a serem assimiladas e estímulos a serem absorvidos, rumo a níveis maiores de entendimento das coisas, bem como de vivência da felicidade.

Observe os vetores querelantes da vida – quase todos – como partícipes de uma grande peça de ballet. Cada movimento aparentemente contrário a outro, em verdade compõe nuances sutis da beleza do conjunto. Você é um dançarino da vida. Mais que isso, é também coreógrafo, compondo, em parceria com o grande Maestro-Compositor da Vida, um enredo evolutivo que se faz, que você co-produz, que você vive e cria, um pouco a cada momento. Deus fornece o palco e a música: você faz a dança, a dança da sua existência, do seu destino, nos passos de cada momento de escolha, de decisão, de uso do seu livre-arbítrio.

Não desanime, amigo. Cuide de manter seu ritmo, no compasso da melodia das oportunidades, dos acontecimentos, para que, em fluxo com a peça que representa e dança, faça a sua performance encaixar-se com perfeição ao conjunto da obra, embelezando-a, engrandecendo-a.

Sim, você porta deficiências enormes. Terá que lidar, por muito tempo ainda, com a falta de flexibilidade mental que lhe enrijece as articulações da alma, para o grande bailado da criatividade e da maleabilidade, ante os complexos desafios que a vida apresenta. Entretanto, não deixe de fazer sua apresentação tão bem quanto possível, com passos modestos, mas sem fugir da ribalta, por não poder ser a estrela da festa. Não existem estrelas, em verdade. Somente a constelação. Foi-se a era da compreensão de que indivíduos isolados poderiam fazer diferença. Hoje, somente com a idéia de redes, de equipes, de interconexões, é que se concebe poder, durabilidade e eficiência. Veja-se, assim, com gosto, como uma mera peça no maquinário, mas uma peça viva, com autonomia e poder decisório, e verá como, intuindo o seu exato lugar no concerto das coisas, será muito mais feliz e tranqüilo.

(Texto recebido em 5 de março de 2001.)




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