Espírito Eugênia-Aspásia

18 de janeiro de 2001
 

Grito de Guerra, Agora Mesmo!

Benjamin Teixeira,
pelo
Espírito Eugênia.

Importe-se consigo mesmo, sempre. Vença preconceitos, lute para ser feliz, seja responsável com seus sonhos e seus ideais, siga o seu coração, respeite as ponderações da razão, ame sempre, declare seu amor a quem ama, trabalhe e produza o máximo que puder, nessa curta existência sobre a Terra.

Não há tempo a perder com reflexões circulares, ociosas. Passe para a prática, imediatamente. Não temos tempo a perder com elucubrações, quando as urgências da prática nos clamam o espírito de serviço e ação.

Hoje é o dia de você ser tudo que pode, dentro dos limites do que o dia permite, mas tudo, sem peias, sem reservas, sem complexos. Quase todos os impedimentos da vida são criações da própria mente que se autossabota e impõe restrições autocastrantes. Você pode sempre fazer mais. Portanto, aja de acordo com esse espírito, para que a existência não lhe passe como passatempo, e sim como excelente oportunidade de desdobrar seus ímpetos de plenitude e paz.

Não queira menos que a totalidade. Não admita se mutilar. Seja inteiro, realize-se em todos os âmbitos de sua alma e de seu ser. Priorize o essencial, aquilo que representa o seu propósito na Terra, mas não olvide que a frustração em uma área da vida, depois de certa medida, tresanda odores fétidos para todos os demais compartimentos da alma, comprometendo ou mesmo bloqueando o rendimento dos diversos setores existenciais. E, para isso, quebre paradigmas ultrapassados. Abra a mente para o novo, e não tenha medo de se arriscar em novas experimentações, sempre de olho no único limite que realmente se deve impor: o da ética, a fim de que não invada o direito alheio e não se prejudique também, por outro lado.

Em suma: você pode vencer, se realmente o quer, se sabe o que quer, se sabe que pode. Mobilize, dessarte, de imediato, todos os recursos a seu alcance, para que os seus projetos mais ousados de fazer o bem e gerar amor, na sua e na vida de outras pessoas, possam se concretizar, se não literalmente, na dimensão do que a Divina Providência permitir. Especular sobre o que é ou não possível não é da sua alçada, e sim do Ser Soberano. Boicotar-se, antes de tentar, é atitude viciosa de preguiçosos disfarçados de sensatos, para esconderem, de si mesmos, a condição de carrascos dos próprios sonhos, que convertem suas existências em pesadelos terrificantes de frustração, tédio, angústia, remorso, desespero…

Não seja você desses que não dispensam uma tragédia para acordar, ou a morte para perceber que nunca estiveram vivos de verdade. Desperte agora mesmo e vá à luta por seus ideais. Sua vocação é um chamado de Deus. Não desperdice vida, portanto, conjecturando se está ou não autorizado a fazer isso ou aquilo: simplesmente tente. Seja prudente, mas também ouse, e brigue, e persista, e não desista jamais, cônscio de que será por meio dos obstáculos, das lições neles implícitas e das capacidades desenvolvidas no esforço por superá-los que chegará onde pretende, e, quiçá, muito além do que imaginava… – o que, em última análise, sempre acontece, não no sentido de amealharmos mais do que desejamos, mas de conquistarmos terrenos internos de paz e de felicidade que nunca sequer almejamos, por simplesmente nem cogitarmos em sua possibilidade.

Mas não concorde tão somente comigo – por óbvio, se não forem desprovidas de senso, necessariamente você estará anuindo às minhas proposições. Interessa é o que você faça, agora mesmo, na busca de ser coerente, em atos, com essa sua aquiescência. Tome, destarte, decisões efetivas e práticas, neste instante. O que falta, no exato momento, para que esteja caminhando em direção ao seu ideal? Aplique-o imediatamente. Não deixe para depois essa capital obrigação e urgentíssima prioridade. Você não pode adiar a vida: seu sonho é sua alma, e sua alma é sua vida. Adapte seu sonho, altere-o, relativize-o, mas persiga-o e viva-o, de qualquer forma, procurando dele se aproximar sempre, ainda que apenas alguns centímetros por dia, mas constantemente.

Não ceda à tentação de parar, de negociar com a treva, de desistir de seu sonho, de prostituir sua alma, na venda de seus ideais, por conveniências passageiras. Lute, lute sempre! Seja você, seja sempre!

Existem forças contrárias ao seu projeto de transcendência e iluminação, felicidade e realização. Não lhes ceda nenhum espaço. Que sua persistência seja o norte contínuo de sua vida, sobretudo no campo do essencial: seguir o próprio coração em suas expressões mais nobres e elevadas, na certeza de que, como disse Jesus, aquele que perseverar, até o fim, será salvo.

Não vacile no fundamental. Continue fiel, até o fim, aos apelos de sua consciência. Mostre-se invariavelmente reto naquilo que sabe inegociável: o objetivo maior de sua estada no plano físico. E, unindo-se ao Criador, com toda garra e determinação, diga-se a si mesmo: “Não vou vencer, já estou vencendo, já venci, porque por isso me decidi; e Deus, no que me faltar para tanto, suprir-me-á, já que é vontade d’Ele-Ela que eu atinja a meta que me trouxe à Terra.”

Você não está passeando num parque de diversões: está num campo de batalha, dentro e fora de si mesmo, pela vitória do bem sobre o mal, ou, se preferir, pela assimilação deste último pelo primeiro. Você está aqui com um propósito e não ao léu. Não veio ao plano material de existência tão só para sobreviver, porque os animais, em estado selvagem, também fazem isso. Você aqui está para ser e se tornar tudo que pode ser. Ou estará se condenando à infelicidade e à frustração de não cumprir o seu papel no mundo. Todavia, para atingir a finalidade que justifica sua estada na presente encarnação física, grandes resistências você encontrará e precisará vencer… e é por isso mesmo que, agora e sempre que possível, você deve desferir, em nome do bem, do amor e do Criador, o grito de guerra da realização, da guerra pacífica dos justos de Deus, que nunca se entregam à preguiça, à procrastinação, ao medo ou à fuga, mantendo-se invariavelmente firmes no front de batalha, até o triunfo definitivo.

(Texto recebido em 17 de janeiro de 2001.)

 




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