Benjamin Teixeira de Aguiar

16 de janeiro de 2001
 

Prezado(a) visitante do Instituto Salto Quântico

O amor é o maior milagre do universo. São agora quase 2:00 h do dia 16 de janeiro e acabei de chegar da casa da querida amiga que recebeu a mensagem de Eugênia que se segue, e que lhe foi dirigida pessoalmente. Tínhamos que confabular antes mesmo de conciliar sono… e chorar juntos… Eugênia é demais… Em quase doze anos em que travo contato mediúnico com a mestra do além, na presente encarnação física (vi-a, pela primeira vez em abril de 1989), nunca a vi desfazer-se em colocações tão dramaticamente belas, poéticas e arrebatadoras, em se dirigindo a alguém.

Isso me faz lembrar de uma jovem que, 1997, em regressão de memória, via Eugênia, à época Felícia, a Princesa do Mediterrâneo, pelos olhos da memória, lá pelos idos do início do século XV… Via a multidão se acotovelar, apinhando-se e comprimindo-se para apenas chegar perto do anjo que inspirava a todos, disputando o seu olhar. Chorava copiosamente e dizia que toda aquela emoção provinha, tão-somente, de notar ser Eugênia boa demais. Perguntando a ela por que estava no meio da turba, espremendo-se com o populacho, respondeu-me: Eu só queria que ela olhasse para os meus olhos por um instante, apenas isso… Saindo do transe, a sujet, que era céptica e, em particular, resistente a admirar Eugênia, disse-me, nessas palavras: Agora entendo porque você e outras pessoas, Benjamin, comovem-se, freqüentemente, ao falar de Eugênia. Como alguém pode ser tão bom? Meu Deus, ela é boa demais!!!… O olhar dela… era tudo!!!… E isso falando da Eugênia de há quase seiscentos anos atrás. Aí entendemos o porquê de almas muito puras e adiantadas no carreiro evolutivo portarem um estranho poder magnético, um carisma irresistível: a sua estupenda capacidade de amar, que chega a alimentar as almas com um simples olhar.

De tal modo foi tocante a mensagem que abaixo vem em anexo, que achei de bom alvitre trazê-la a lume para a coletividade, após receber a devida permissão da felizarda que a recebeu. Chamo a atenção, em particular, para o último parágrafo, em que a mentora, fazendo uso de hipérboles poéticas, estava, entretanto, de fato querendo dizer tudo que dizia, literalmente, fazendo uso dos exíguos e pobres recursos da linguagem humana. Sugiro, todavia, que o(a) estimado(a) internauta siga a leitura do início, para que mergulhe gradativamente (e assim com maior proveito), nas idéias, conceitos e psicosfera da sábia guia espiritual, mesmo porque, durante todo o texto, as lições são numerosas.

Outrossim, quero dizer que o fato de alguém não receber diretamente mensagem como esta, não significa que esteja esquecido do Plano Superior, mas talvez justamente seja considerado suficientemente maduro para passar sem tais evidências dramáticas de amor. Todos – friso – de fato todos somos amados infinitamente por Deus, sem distinções, e por nossos protetores espirituais e anjos de guarda. Ninguém é especial: apenas alguns são mais adiantados no trajeto evolutivo. Essa carta, porém, endereçada a alguém que foi caro a Eugênia, em sua última encarnação, dá uma pálida noção de como somos queridos lá em cima.

Os nomes das pessoas citadas foram, obviamente, permutados por outros, fictícios, para preservar a identidade dos envolvidos. E, muito embora a própria destinatária tenha-me autorizado a fazer uso de sua identidade publicamente, senti que não seria correto expô-la desse modo, já que, como o(a) prezado(a) leitor(a) perceberá, trata-se de mensagem de cunho pessoal e muito íntimo. As informações precisas, apresentadas por Eugênia, como esses nomes que foram alterados, acontecimentos, reflexões, com detalhes curiosos, como a conversa da destinatária da missiva com a irmã e o dia e momento em que ela se deu, bem como os seus pensamentos ocultos dos últimos dias, destrinchados no correr de toda a epístola, não eram de meu conhecimento e não deixam de ser interessantíssima evidência da imortalidade da alma, o que creio seja um dos maiores valores da mensagem e positivamente constituiu uma das mais fortes razões para levá-la ao grande público. Foram vários dados muito precisos, conglomerados num mesmo texto, como verá. E convencermo-nos de nossa imortalidade é uma chave de comando para verdadeiras revoluções paradigmáticas para melhor, em todos os sentidos, não só no sentido individual, como também no coletivo. Que tipo de implicações teríamos nas relações humanas, na justiça social e na distribuição de renda, por exemplo, se de fato estivéssemos persuadidos da verdade da tese sobrevivencialista, e de que daremos contas de nossos atos, sejam eles quais forem?

Somos imortais, prezado(a) amigo(a), e seguimos sempre acompanhados por seres portadores de bondade e sabedoria em medidas que, por ora, não podemos compreender.

Tenha isto como certo, amigo(a): por mais triste e solitário se sinta, você nunca, realmente nunca está só… E ai se soubesse que tipo fabuloso de cortejo de companhias o(a) segue, de Mais Alto!… Bastaria confiarmos em Deus, em Seu Amor sem-limites, para nos sentirmos bastos, infinitamente saciados de amor, de aceitação, reconhecimento, estímulo.

Não estamos aqui ao léu. Nada acontece por acaso. Sofremos e aprendemos, para desenvolver novas capacidades de sermos felizes. E, como não há preferidos na Divina Criação, experimente ler o texto como se tivera sido dirigido diretamente a você. Não estará se iludindo: Deus realmente é infinito amor, e, como tal, ama a cada uma de Suas criaturas, infinitamente, como se únicas fossem em todo o universo.

Benjamin Teixeira
Aracaju, madrugada de 16 de janeiro de 2001.

Querida Maria:

Você continua angustiada e triste. Mas isso é natural e não há razão, portanto, para se culpar. Não será do dia para a noite que converterá uma existência de maus condicionamentos mentais. Não se culpe, assim, se não consegue de imediato mudar os padrões. Na verdade, nem mesmo dessa existência apenas vêm os maus hábitos mentais – são séculos de desvios; mas você vai encontrar seu caminho de paz e felicidade, não tenha a menor dúvida. Estamos com você, favorecendo-lhe equilíbrio e suprimentos emocionais, para que siga, tranqüila.

Eduarda tinha razão ao lhe dizer que não há razões para você estar assim. Quero dizer: muitas vezes, é bom verificar que, se racionalmente não existem motivos para estar mal, deveríamos fazer um esforço para realmente não estar. Falo com relação à conversa de ontem à noite, depois do programa. Ela está com a razão, minha querida. E você não deve ficar triste, por reconhecer isso também. Apenas, tente fazer o possível para não repetir os padrões de tristeza.

Reafirmo o que anteontem lhe disse: você é uma boa menina. Não tem de que se culpar. Vai dar tudo certo. Estamos com você.

A sua amiga Leda não queria lhe ferir quando, mais sincera, foi áspera – foi o modo de ela se dirigir a você. Ela também lhe quer muito bem.

Seu irmão Aristides não quis também feri-la. Estava, tão-somente, desejoso de não se sentir culpado, assim atacando, inconscientemente, aquela que representa sua consciência.

Por fim, não tenha medo de ser feliz. Vai dar tudo certo e já está dando. Eu lhe disse que estou sempre com você. Não significa, é claro, que esteja exatamente ao seu lado, mas posso irradiar meu pensamento ou enviar algum dos meus amigos. O fato é que você não está só – você segue acompanhada em todas as suas atividades. O amor a segue, porque você semeou muito amor, nessa vida em particular. Não se sinta só, porém, se eles, os beneficiários, não a compreendem, porque, afinal de contas, eles não estão em seu nível. Como vai então exigir deles o que eles não lhe podem oferecer?

Você, todavia, vai vencer, em todos os sentidos, e ser muito feliz. Na verdade, minha querida amiga, observe agora mesmo que já é feliz, sob muitos ângulos de observação. A liberdade, o direito de sonhar, de lutar por realizá-los (os sonhos), de servir aos outros, de seguir seu ideal… Há coisa melhor que isso? Mas há mais: você é inteligente e tem um enorme coração para oferecer amor para muitos. Por que, então, ficaria triste, por não notá-lo agora mesmo cheio de afeto a dar aos outros? Horrível é quem não tem amor no peito e precisa mendigá-lo dos outros. Você tem o amor – você tem o poder…

Relaxe e seja feliz. Você é imortal e nós, os que já vivemos o aspecto da imortalidade de modo mais pleno, acompanhamos os que, de boa-vontade, tentam acertar; e você tenta, tem tentado sempre. Invoque-nos, sempre que sentir necessidade, converse com sua consciência, e notará que não está de fato só. Uma sensação de presença e de conforto estará sempre com você. Deus não relega nenhuma de Suas criaturas a abandono, muito menos aquelas que se fazem canais de seu amor ao próximo, como você, em seu sacerdócio da Medicina.

Sim, não é por acaso. Você e Bernardo já de fato se conhecem de outras vidas. Sobre seus pensamentos, depois do socorro prestado, sobre quem seria ele, sobre o que teria acontecido entre vocês. Amor, amizade, muito companheirismo. Por isso o afeto tão intenso e compartilhado, a confiança e o desejo de ser útil ao outro e fazê-lo feliz – vocês são almas irmãs, como ele já teve oportunidade de lhe dizer, inclusive.

Quero que não fique mais triste, que seque essas lágrimas e que saia dessa depressão. Creia: você é mais feliz do que imagina. Existem corações amigos que a cercam, e muita gente que depende de você, de sua força, para continuar respirando um mínimo de paz e de equilíbrio. Se você fraqueja, outros, empós você, baquearão por conseqüência. Você, portanto, não tem o direito de cair: levante-se, e notará como tem força e não sabia. Só se rende à indolência e à inércia porque supõe que não seja importante. Pois está completamente enganada, e trate de se responsabilizar por isso, porque muita gente precisa de você para sobreviver, para que suas almas não morram em plena vida. Ofereça seu coração generoso a elas, e notará que será suprida com as energias e o carinho que você mesma estiver ofertando a eles. E, não se esqueça jamais: eu estarei com você, ainda que à distância, a todo tempo. Quero que seja sempre a minha Médica, como foi em Aquitânia. Você cuidou de mim por lá, e quero que agora cuide dos meus que ficaram por aqui. Eu não disponho mais de um corpo, mas meus queridos protegidos precisam de seu amparo efetivo. Por isso você se imagina como um homem francês, como um médico francês – você realmente o foi, e continua sendo, para meu coração. Confio, a seus cuidados, os meus filhinhos, e espero que cuide deles com carinho, como tanto sei ser possível, pelo seu enorme coração.

Por fim, quero lhe deixar bem claro, e que fique indelevelmente exarado em seu coração, esse mesmo que digo tão grande: você vai vencer, minha filha querida, e já está vencendo. Você não vai cair de modo fatal, e toda vez que escorregar, terá forças e condições de se levantar, tantas vezes quantas isso vier a acontecer. Você é uma guerreira, uma vitoriosa nata – basta se aperceber disso, e vai! Já está.

Receba a explosão do meu amor, em cheio no meio de seu peito. Rogo-lhe a praga da felicidade e agora você não tem para onde correr, porque eu vou persegui-la, por todo o sempre, com minha obsessão por fazê-la feliz. Ninguém mandou cativar meu coração!!! Agora, terá que me aturar, por toda a eternidade!!!….

Sua, sempre,

Eugênia.
Aracaju, 15 de janeiro de 2001.




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