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29 de dezembro de 2000
 

Prêmio Inaquilatável.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Você se sente um trapo. Perdeu-se, angustiado, sem saber o que fazer. Mas existem sempre novas alternativas. A dor do remorso por não fazer mais e melhor deixa-o em pandarecos. Mas o aprendizado é fatal, cumulativo, revolucionário. Chega sempre um momento em que não se pode mais manter o mesmo padrão, e é aí, então, que a quebra de paradigmas se dá. E esse momento pode ser agora. Nesse instante supremo, estruturas internas são rompidas, e a felicidade é viabilizada em parâmetros maiores de segurança e paz.

Acontecidos esses instantes de salto quântico, não se precisa temer a reincidência, porque ela se faz virtualmente inviável: é quando se sabe que é impossível voltar atrás, porque se faria uma violência a si.

Hoje, amigo, concentre-se no plano maior de virtudes, ideais e princípios que o sustentam. Recorde-se de que haverá tentações para burlá-los, para feri-los, para evadir-se deles, em sofismas e disfarces tão sutis que raras criaturas notam. Mantenha em mente que o custo por ceder a essas tentações em se trair é por demais elevado; a fuga de si nunca compensa, mesmo porque não existe onde se esconder.

Claro que deve haver flexibilidade, para que o preconceito, em forma de rigidez de regras, não inviabilize o fluxo da criatividade e da vitalidade de sua alma. Mas que essa flexibilidade não implique frouxidão moral, condescendência com deturpações injustificáveis de conduta, e, por fim, a permissão para que o mal se estabeleça em sua casa mental.

Utilize agora sua tristeza por se ter percebido em deslize, para se compenetrar do quanto não deve mais recalcitrar no mesmo erro que tanto o maltrata. Paz de consciência é um tesouro incalculável. O mundo poderá estar contra você; se sua consciência estiver de seu lado, Deus estará. Todavia, se não conta com a proteção de sua alma, da tranqüilidade do sentimento de dever cumprido, o universo inteiro parece conspirar contra você, sua paz e sua felicidade, ainda que seja aquinhoado com os aplausos das multidões.

Mantenha isso em mente e siga seu coração e seu caminho de ideal e serviço. Nada mais caro, nada felicita mais que estar em sintonia com o núcleo mais profundo de si, que estar alinhado com os desígnios de Deus a respeito de si.

Pense nisso no próximo momento em que se sentir inclinado a condescender com seus aspectos menos civilizados e humanizados de ser. Um pouco de esforço e de sacrifício – tão pequenos na verdade – valem a pena, pelo prêmio inaquilatável de felicidade que lhes vêm em conseqüência.

(Texto recebido em 29 de dezembro de 2000.)




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