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27 de dezembro de 2000
 

Diante de amargas provações

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Disseram-no salafrário, um energúmeno da mais baixa categoria. Viram-no como um degradado, um charlatão e, logo em seguida, vincularam à sua pessoa os dizeres menos dignos.

Você se entristeceu – não era de estranhar. Todavia, não se renda à volúpia da tristeza, muito menos da autocomiseração e pior ainda à tentação de procurar encontrar motivos para se culpar pela situação.

Compreenda que a resistência é natural, em toda atividade nova. Quem vai à frente, necessariamente é mal interpretado, já que quem está atrás, não detém referenciais e matrizes conceptuais adequadas para apreender o moto de suas atitudes. Se você faz uma revolução de paradigmas, se você é representante da Era seguinte, claro que será visto com muito maus olhos, por aqueles que lhe seguem empós, na vereda da evolução.

Há um consolo, porém. Aqueles que vão à frente, como vanguardeiros da esperança, trazem em si as insígnias da Luz, protegidos por Anjos, pelas Potestades do Alto, que velam pelos passos daqueles que se propõem, resolutos, a erguer uma nova Humanidade para as gerações que virão. Outrossim, esses mesmos que o apupam pelas costas, ou mesmo aqueles que o dardejam acintosamente, a céu aberto, atassalhando-lhe a reputação e pespegando-lhe os predicados menos lisonjeiros, estarão, eles mesmos, renovados, agradecendo-lhe a bravura e o esforço pioneiro de lhe abrir picadas para o progresso e o bem estar.

Se você ensina, não pode esperar que seus discípulos tenham domínio no campo em que lhes é mestre. A grande questão é que eles não sabem que você tem boas intenções e que está laborando, sincera e devotadamente, pelo surgimento de um mundo mais feliz e pacífico. Sendo assim, perdoe-lhes a ignorância e, vendo-os como crianças, aproxime-os do coração como filhinhos complicados e pupilos problemáticos, que lhe pedem paciência e persistência no ministramento da lição e no zelo paternal/maternal.

Hoje, olham-no com desdém. Agradeça a Deus a oportunidade de ver testada a sua sinceridade e lealdade à Sua Vontade. Se não passasse por tão duras provas, provavelmente você mesmo teria dúvidas de estar trilhando essa senda por ideal ou pelo prestígio e amor que ela lhe conquistaria.

Não pense, todavia, que somente de espinhos constituirá sua caminhada. Outros corações abnegados ladeiam-no, nas veredas da vida, conduzindo multidões aos páramos de Deus e seu mundo de concórdia e felicidade universais. Você não segue sozinho. E, sempre que, de fato, faltarem-lhe forças, vir-lhe-ão suprimentos especiais, dos Altiplanos Celestes, por mil ocorrências aparentemente fortuitas que o brindarão com facilidades e favores da sorte, para que sua missão de amor não sofra solução de continuidade.

Estamos aqui, meu filho, minha filha. Representamos os Anjos de Deus que seguem lado a lado daqueles que se candidatam a embaixadores da Luz e do bem, no mundo ainda permeado de trevas em que se configura a Terra de hoje. Não o(a) abandonaremos em nenhum momento e inspirá-lo(a)-emos em todo seu caminho. Despreocupe-se. Deus, infinito amor, supervisiona todos os esforços no campo do bem, e Ele-Ela é Onipotente – nenhum outro vetor circunstancial ou fenomenológico, ainda os mais ciclópicos e inevitáveis, pode Lhe fazer frente. Ou seja: tranquilize-se: se você fizer sua parte, com um mínimo de cuidado e decoro, tudo que lhe ocorrer, ainda o mais desagradável e doloroso, será para o seu bem, e para acréscimo de progresso e sucesso nos projetos de felicidade seu e da coletividade.

Vai dar tudo certo. Já está dando. Tão-somente, persista em seu ideal de amor, de serviço e de autoesclarecimento. O resto virá por consequência.

(Texto recebido em 27 de dezembro de 2000.)






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